Fortaleza, quarta-feira, 8 de setembro de 2010
 
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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Paz e não-violência: “Filhos da terra”

Por João Bosco Barbosa Martins e Ana Emília Baracuhy Cavalcanti

"É preciso permitir que alguém nos ajude, nos apóie, nos dê forças para continuar. Se aceitamos este amor com pureza e humildade, vamos entender que o Amor não é dar ou receber - é participar."
(Paulo Coelho, escritor)

Vamos continuar o nosso raciocínio a respeito de algumas atitudes que podem melhorar a Paz do mundo.

Então vamos lá para a nossa segunda mensagem!
Poderemos começar a praticar a humildade. O que é humildade? Humildade vem do Latim "humus" que significa "filhos da terra". Temos assim muito que aprender com a humildade. Ela é sinal de sabedoria. Humildade não é sinal de fraqueza ou falta de auto-estima. Humildade é uma certa chave para a transcendência humana. Humildade é a sensibilidade na flor da pele. É aquele estado em você sente que pode ser melhor do que é e que pode esperar mais de si mesmo. A humildade é silenciosa e ativa.

Os psicólogos dizem que essa virtude anda de mãos dadas com a Paz interior. Quanto menos nos sentirmos com vontade de provar alguma coisa para alguém, mais fácil será o nosso caminho em busca da Paz. Não é fácil praticar esse valor da alma, pois, neste mundo de competição, cada vez mais desejamos mostrar a nossa capacidade para o semelhante. E aí como a gente fica? Um dado importante: quanto mais nos exibimos, mais os outros tendem a nos evitar. É uma prova que pode nos desencorajar para a conduta de contar vantagem. A maneira de aplicar a genuína humildade é a prática. Poderemos começar a resistir à tentação da vontade da vangloriação. Já é um grande caminho a ser seguido.

Para o escritor Raul Franzolin Neto “Não há dúvida alguma de que a característica comportamental do ser humano, a humildade, influi de maneira decisiva nos rumos da vida em sociedade. Desde os tempos mais longínquos de vida na Terra, em que a natureza obrigava o homem a empregar grandes esforços na sua luta pela sobrevivência em um mundo hostil, é de se esperar que a união em harmonia e equilíbrio promova melhores resultados do que a sociedade onde impera a vaidade, o orgulho, o individualismo e a falta de humildade em atos e ações”.

Assevera, ainda, que nos dias modernos, com o avanço científico e tecnológico, onde a transformação de bens materiais brutos em componentes imprescindíveis à vida do homem moderno, cada vez mais a competitividade na geração do trabalho pessoal e coletivo torna-se maior e mais forte, sendo o fator humildade o grande diferencial para o sucesso de um ser que busca ser mais feliz.

Que tal começarmos a aplicar outro importante ensinamento do autor Richard Carlson que diz: "Outra forma excelente de gratidão e paz interior é gastar um momento, todos os dias, pensando em alguém a quem devemos amar". Poderemos aplicar logo pela manhã essa dica. Façamos a seguinte pergunta: "Quem vou escolher para amar no dia de hoje?" Perceberemos que a imagem de alguém aparecerá em nossa mente! Será o início para focarmos a nossa mente para o amor e Paz do mundo.

Que tal também fazermos o seguinte: elogiarmos todo dia pelo menos uma pessoa de nosso convívio por algo que admiramos, gostamos ou apreciamos nela. Esse ato não tira pedaço de ninguém, não exige muito esforço e rende relativas dádivas. É um gesto de caridade e amor. Significa que nossos pensamentos estão de olho no que há de melhor em nossos amigos. E quando a nossa mente está sintonizada em uma direção positiva, logo nossos sentimentos ficam mais pacíficos.

Pé na tábua e vamos refletir juntos sobre essa orientação. A nossa Paz de espírito melhorará significativamente e a paz do mundo receberá uma grande contribuição.

* João Bosco Barbosa Martins é AFRFB, lotado na ALF/FOR, com exercício na Seção de Arrecadação e Cobrança (Sarac). É, também, ativista pela Paz e Não-Violência e colaborador da Associação Peter Pan.
* Ana Emília Baracuhy Cavalcanti é AFRFB, escritora e chefe da SRRF04/Digep. É, também, ativista pela Paz e Não-Violência.

Este artigo reflete as opiniões do(s) autor(es), e não necessariamente da Delegacia Sindical do Ceará. Esta Delegacia Sindical não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizada pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações.

 
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