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Folha de São Paulo defende desoneração da folha em editorial

22, agosto, 2011

Em editorial publicado ontem (domingo, 21/8), o jornal Folha de São Paulo defende mudanças nas regras de concessão de benefícios pela Previdência Social. O texto sugere que se combinem aumentos de idade mínima e de tempo de contribuição e que o processo de desoneração da folha salarial seja ampliado, na contramão do que a categoria dos Auditores Fiscais da RFB entende que seja bom para a Previdência Social.

A DS/CE vem atuando no sentido de alertar a sociedade para os riscos que a Previdência Social correrá com a desoneração da folha e para a necessidade de a categoria estar alerta e mobilizada. Sobre esse assunto, o Auditor Fiscal Marcelo Lettieri concedeu entrevista à Rádio O Povo/CBN no último dia 10/8. Confira na nossa página principal o áudio com a fala do auditor e confira abaixo também a íntegra do editorial.

Editoriais
Ensaios na Previdência

O Planalto volta a acenar com mudanças nas regras de concessão de benefícios pela Previdência Social. É a quarta oportunidade desde o início do governo Dilma Rousseff. Espera-se que não seja só mais um balão de ensaio.

A necessidade de modificações para manter a viabilidade financeira da Previdência é evidente. Como o tema é espinhoso, procrastinar sua apreciação pelo Congresso é arriscado: quanto mais as eleições se aproximam, mais difícil fica mexer no vespeiro.

O Ministério da Previdência cogita agora substituir o fator previdenciário, mecanismo que reduz o valor do benefício de quem se aposenta jovem, para estimular o trabalhador a adiar a aposentadoria. O problema é que a maioria tem preferido receber uma aposentadoria significativamente menor a adiar o início dos proventos.

As opções em discussão são três: fixar idade mínima para a aposentadoria; elevar o prazo mínimo de contribuição; ou uma fórmula que reúna as duas variáveis.

As centrais sindicais se opõem à idade mínima. Argumentam que os pobres começam a contribuir mais cedo -mas a diferença está diminuindo, pois também eles têm ficado mais anos na escola. Combinar aumentos de idade mínima e de tempo de contribuição parece mais promissor.

O governo, de início, se inclinou pela fórmula 85/95 (em que o primeiro número é a soma de idade e tempo de contribuição para mulheres, e o segundo, para homens). Porém, por temer que implicasse maior gasto que a manutenção do fator previdenciário, já parece preferir a fórmula 95/105.

Cabe indagar se a diferenciação entre gêneros ainda se justifica. No passado, as mulheres acumulavam cuidados da casa e da prole com o trabalho, mas hoje já os dividem com os homens. Além disso, vivem mais. Em muitos países (como França, Alemanha, Espanha e Portugal) ela já foi revista.

Faltam, também, providências como a desoneração da folha salarial, que favoreçam a formalização de empregos e, com ela, as receitas da combalida Previdência.