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Juros baixos podem adiar aposentadoria em plano de previdência privada

28, novembro, 2012

Os juros baixos abalaram o rendimento das aplicações conservadoras em renda fixa neste ano, mas, para a previdência privada, o resultado foi ainda mais desastroso: trabalhar mais anos até se aposentar ou elevar, agora, o valor das contribuições.

Quem planejava, por exemplo, receber R$ 3.000 mensais daqui 20 anos contribuindo com R$ 1.249,83 mensais quando os juros reais (descontada a inflação) estavam em 6% ao ano, como ocorria há um ano, terá agora de trabalhar mais 4,5 anos, segundo simulação que leva em conta juros reais de 2% (veja quadro).

Com os juros em 7,25% e a inflação projetada em 5,34%, a taxa real hoje é de 1,91%.

Se o futuro beneficiário insistir em manter o prazo de 20 anos para se aposentar, terá obrigatoriamente de elevar a contribuição de R$ 1.249,83 para R$ 2.113,50 mensais.

"Com juro menor, não há saída: ou a pessoa trabalha mais ou tem que aumentar o valor dos aportes", disse Sergio Prates, diretor da Icatu.

A terceira alternativa é arrumar algum jeito de elevar a rentabilidade do plano de previdência de volta para 6%, seja diversificando com ações seja com títulos de dívida de empresas, que pagam taxas maiores. Ambas as opções, porém, têm maior risco de dar errado em época de crise.

E esses cálculos todos desprezam ainda o efeito das taxas de administração e outros custos acertados pelo banco.

Como acontece nos fundos de investimento, na previdência privada as taxas de administração a partir de 1,5% já são consideradas proibitivas, por "corroerem" a maior parte do ganho real nos planos conservadores, que seguem os juros do governo.

A única diferença é que na previdência privada o Imposto de Renda não incide durante a aplicação --apenas no resgate do benefício.