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Não é só por vinte centavos – nem pelas melhores tarifas! Praia do Forte pra quem?

16, julho, 2013

Em tempos de injustificáveis viagens em aviões da FAB. Em tempos de uso de helicópteros para levar familiares à casa de praia. Em tempos de gigantescas comitivas para assistir à posse do Papa. Em tempos de absoluta pressão e insatisfação popular com práticas cotidianamente adotadas pela classe política. Em tempos da mais aguda crise de representação das instituições políticas.
Eis que a mesa diretora do CDS resolveu convocar a próxima reunião extraordinária do CDS para se realizar no resort Iberostar, na aprazível Praia do Forte. Não, não dá.

Não adiantam alegações de que o Sindifisco fez a melhor negociação e obteve as melhores tarifas. Ou de que o custo não seja maior, ou tão maior. Não servem argumentos de que houve sobra de valores pagos por ocasião do Conaf 2012, que precisam ser aproveitadas. Tais sobras poderiam ser utilizadas por ocasião do recente evento de caráter não deliberativo, o encontro nacional de aposentados e pensionistas, realizado em Porto de Galinhas. Por que não pensaram nisso antes? Mesmo que digam que o CDS se dará dentro do salão de convenções e que a piscina não será utilizada. Não. Nada disso é capaz de justificar essa infeliz escolha. Não é assim que a categoria imaginará. Até porque a diária estabelecida pelo governo não assegura hospedagem dos auditores-fiscais em hotéis dessa estirpe. Longe disso. E o reajuste das diárias é um entre tantos pontos de pauta pendentes a exigir respostas efetivas do Sindifisco. Enfim, esse CDS não será visto com bons olhos.

Para além da realização de um CDS em local distante do centro das decisões do poder, especialmente no momento político que o país vive, a reunião sindical se divorcia dos anseios da categoria.

O CDS poderia ser uma oportunidade de ouro para as lideranças sindicais aprofundarem a compreensão da conjuntura do país, que impôs, a partir da força avassaladora do povo nas ruas, a urgência de nova agenda política. Seria ótima oportunidade para se debater os extensos itens de nossa pauta sem qualquer perspectiva de atendimento pelo governo. E de debater, dada a nova conjuntura, a melhor forma de apressar seu efetivo cumprimento. É isso que a categoria espera de seus representantes.

As delegacias sindicais apelam ao bom senso da mesa diretora de rever imediatamente a decisão da inadequada escolha do local.

Como diria o MPL: não é só pelos 20 centavos! Nem pelas melhores tarifas! Acrescentamos. É pela urgência de reabilitar padrões éticos na esfera coletiva e de avaliar a pertinência de seus custos. Praia do Forte pra quem?

12 de julho de 2013

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