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      Carta aberta aos Auditores Fiscais da RFB

      10, março, 2021

      Considerando este grave momento e compreendendo a extrema adversidade  da conjuntura e, por conseguinte, a imperiosa necessidade de se buscar a  unidade da categoria, temos evitado tornar públicas as nossas divergências  internas, postura que foi excepcionada apenas quando perigosamente  ameaçadas a livre manifestação e a democracia sindical.

      Em duas ocasiões, diversos representantes de DS, como única forma de  protesto possível, decidiram abandonar a reunião do Conselho de Delegados  Sindicais (CDS), justamente por discordarem das prioridades estabelecidas pela  Direção Nacional e as DS alinhadas, aí incluída a Mesa Diretora do CDS.

      Quando as prioridades quase exclusivas eram questões internas do sindicato,  como a regulamentação da assembleia virtual e o processo de alterações  estatutárias, confirmado pelos indicativos das assembleias realizadas nos  últimos 12 meses, reivindicávamos que concentrássemos as nossas atenções  nas PEC 186, 187 e 188, bem como na Reforma Administrativa (hoje PEC 32).

      Se a realidade por um lado nos impõe a necessidade de, neste momento, resistir  à tentação de apontar responsáveis, por outro demonstra que os constantes  ataques ao Serviço Público, à Receita Federal e ao nosso cargo não podem mais  ser secundarizados.

      A atuação conjunta com outras entidades como Fonasefe e Fonacate são  importantes, mas precisamos recuperar nosso protagonismo e retomar o  protagonismo no debate junto à sociedade e na defesa dos nossos interesses  junto à administração da RFB, Congresso Nacional e Governo Federal.

      Não basta exigirmos que a Administração da RFB defenda a instituição, embora  não devamos deixar de fazê-lo. Os Auditores Fiscais que estão nos cargos de  chefia podem e devem ser parceiros do sindicato em muitas ações, mas nossa  relação com eles precisa ser mais independente e altiva, assim como nossa  relação com o governo e os partidos políticos.

      Não existe uma resposta pronta para enfrentar essa grave situação, mas  acreditamos que passou da hora de voltarmos a praticar aquilo que é a essência  da ação sindical: a reunião dos filiados para o debate, e consequente  entendimento da conjuntura, para a propositura de estratégias e táticas coletivas  que possam convencer e engajar toda a categoria.

      A DEN decidir unilateralmente os melhores caminhos não mudará a situação e  não basta uma assembleia nacional para referendar, ou não, propostas  unilaterais. A assembleia nacional é absolutamente necessária, mas como ponto  culminante de uma discussão urgente, verdadeira e plural. Os instrumentos  estão no nosso estatuto, ainda que sejam adaptados para o período de  pandemia.

      Já passou da hora, os desafios estão aí, precisamos unidos traçar uma  estratégia de ação coordenada e com a participação da base, que leve a uma  mobilização forte na defesa do nosso cargo e, por conseguinte, da própria  Receita Federal.

      DS/Rio de Janeiro

      DS/São Paulo

      DS/Curitiba

      DS/Brasília

      DS/Belo Horizonte

      DS/Rio Grande do Norte

      DS/Ribeirão Preto

      DS/Cascavel

      DS/Pará

      DS/Taubaté

      DS/Ceará