Carta redigida no Seminário "2009: Cenários e Perspectivas para o AFRFB"
19, fevereiro, 2009A DS/Ceará disponibiliza documento em que foi ratificado que o novo sindicato deve manter uma postura de independência e autonomia em relação à Administração da RFB, mantendo uma posição crítica, sem abandonar a perspectiva do diálogo. A carta finaliza ressaltando que o novo sindicato deve ter uma política permanente de relacionamento com os demais setores da sociedade e deve fortalecer a atuação sindical no Parlamento. Confira a íntegra do texto no link a seguir: arquivos/File/CARTA DO SEMINRIO SALVADOR FEV_2009.doc
CARTA DO SEMINÁRIO 2009: CENÁRIOS E PERSPECTIVAS PARA O AFRFB
Auditores-Fiscais de diversos estados da Federação vinculados à FENAFISP e ao UNAFISCO reuniram-se na cidade de Salvador para discutir as propostas apresentadas para a elaboração do estatuto da nova entidade sindical e o "Banco de Talentos", que constitui uma das ferramentas para a nova política de gestão de recursos humanos dentro da RFB.
Especialmente sobre a proposta de preenchimento de cargos de Delegados e Inspetores, foram levantadas muitas críticas sobre a falta de discussão com a categoria e sobre a urgência com que esse assunto está sendo tratado. Durante o Seminário, os presentes tomaram conhecimento de que as direções nacionais participaram de reuniões para tratar do assunto desde o final do ano passado e os presentes registraram insatisfação com a falta de transparência também por parte dos dirigentes nacionais dos sindicatos.
As críticas foram respaldadas pelo palestrante convidado, professor Renato Oliveira, afirmando que matérias relativas a atividades de controladoria do Estado não podem receber tratamento meramente técnico, mas exigem o debate público.
As propostas apresentadas para o estatuto da nova entidade sindical foram analisadas através de Grupos de Trabalho dentro dos seguintes eixos de discussão:
GT 01 – Política Interna. Instâncias. Democracia Interna. Formas de participação dos filiados na política interna do sindicato. Mecanismos para assegurar transparência na atuação do sindicato. Comunicação interna.
GT 02 – Política externa. Ação política de valorização e defesa da carreira. Relação com a administração da RFB. Relação com a sociedade e com o cidadão. Legitimação social e limites de atuação sindical frente aos objetivos específicos do sindicato e genéricos da sociedade. Defesa da sociedade civil.
GT 03 – Plano de saúde, ações judiciais e forma de unificação.
GT 04 – Patrimônio, Finanças e Orçamento. Mensalidades. Criação de fundos específicos. Aprovação de gastos.
GT 05 - Das Delegacias Sindicais e dos Direitos e Deveres dos filiados. Greve. Pedido de desfiliação e conseqüências. Penalidades e Processo Disciplinar.
Ao final, os relatórios dos Grupos de Trabalho foram apresentados no plenário que chegou à conclusão de que é necessário intensificar a participação de toda a categoria no processo de discussão dessas propostas antes das realizações das assembléias previstas para o mês de março de 2009, sendo fundamental, para alcançar esse objetivo, que as entidades envolvidas promovam amplo debate e constante divulgação, através dos seus meios de comunicação, dos seguintes pontos, dentre outros:
1) de propostas que representem mudança na cultura sindical de cada uma das partes, a exemplo da extinção ou criação de novas instâncias (Plenárias, CDS provisório, CDS por videoconferência, etc);
2) de propostas que representem a reintrodução de temas que já foram objeto de debate e foram rechaçadas, como o voto virtual ou a candidatura parlamentar de auditores-fiscais;
3) de propostas que ponham em risco os interesses dos filiados, como o plano de saúde e ações judiciais, sendo que, neste caso, as entidades devem, conjuntamente, providenciar e divulgar, de maneira ampla, também antes da realização das assembléias de aprovação das propostas estatutárias, parecer jurídico analisando os efeitos da unificação, de modo a auxiliar a tomada de decisão por parte da categoria, inclusive quanto à sua forma;
4) de propostas que impliquem mudança no "status financeiro" das entidades, seja criando ou extinguindo receitas ou despesas. Além disso, foi ratificado que o novo sindicato:
a) deve manter uma postura de independência e autonomia em relação à Administração da RFB, mantendo uma postura crítica, mas buscando sempre o diálogo;
b) deve ter uma política permanente de relacionamento com os demais setores da sociedade;
c) deve fortalecer a atuação sindical no Parlamento.
Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil reunidos no Seminário 2009: Cenários e Perspectivas para o AFRFB
Salvador (BA), 14 de fevereiro de 2009
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